Facundo Rodriguez | Forus

Facundo Rodriguez

Argentina

Sou estudante de Ciência Política na Universidade Nacional de Entre Ríos, atualmente a trabalhar na minha tese. Sou argentino, natural da província de Entre Ríos, e tenho experiência na área de comunicação política e gestão de conteúdos digitais. Como nativo digital, o meu trabalho proporcionou-me uma compreensão profunda do impacto das redes sociais na opinião pública e do papel dos algoritmos na formação das sociedades. Como membro da Fundación Avancemos, o meu interesse reside na interseção entre tecnologia, política e direitos. A minha formação académica, combinada com a minha experiência prática, permitiu-me desenvolver uma perspetiva crítica sobre a exclusão digital e a necessidade de uma governança da Internet que promova o acesso equitativo e a participação dos jovens.

O meu interesse pelos direitos digitais aprofundou-se através da minha experiência profissional e académica. Estudei em primeira mão como as redes sociais e as plataformas digitais, frequentemente apresentadas como espaços de livre expressão, são mediadas por lógicas que, no mínimo, moldam indivíduos e sociedades. Acredito que é claro como os algoritmos e as tendências são usados para influenciar a agenda e moldar a opinião pública. Percebi que as redes sociais não são necessariamente espaços de troca democrática, mas são mediadas por entidades privadas e podem ser ordenadas, classificadas e filtradas, tornando-se assim um novo espaço público e, talvez, o mais importante da atualidade. Isto pode gerar visões tendenciosas e, como Franco «Bifo» Berardi (2017) aponta, construir «um senso comum automatizado» que, sem dúvida, molda as ações da sociedade como um todo e, particularmente, as dos jovens, que cresceram mediados pela tecnologia. A minha motivação é ir além da observação e tornar-me um agente de mudança, pois acredito que é vital questionar essas lógicas e trabalhar para garantir que o acesso à informação e à comunicação seja entendido como um direito, não um serviço. Quero fazer parte de uma comunidade que busca pensar em outros valores que vão além da imediatismo e da eficiência, para que a tecnologia digital sirva ao bem comum. Nesse sentido, é crucial compreender que o direito à educação, ao trabalho e ao desenvolvimento pessoal e profissional são agora inteiramente mediados pela tecnologia. Se pensarmos em como o desenvolvimento pessoal e profissional das pessoas é gerado — particularmente o dos jovens —, podemos ver que a formação é cada vez mais mediada pela tecnologia, desde cursos online até ao desenvolvimento de novas profissões, como a criação de conteúdo. Isso permite-nos compreender que tanto a qualidade de vida quanto as oportunidades disponíveis para os jovens dependem diretamente do acesso a dispositivos tecnológicos e plataformas de qualidade. Assim, a “exclusão digital” não é apenas uma questão de acesso, mas também de qualidade e capacidade de uso. A qualidade do acesso à tecnologia pode limitar ou melhorar a qualidade do trabalho e do desenvolvimento profissional dos jovens, o que sem dúvida pode aprofundar as desigualdades sociais.

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