Mar Marín
México
Mar Marín é formada em Relações Internacionais pelo Tec de Monterrey, Campus Querétaro. Sua curiosidade e inquietação a levaram a aprofundar-se na interseção entre tecnologia e estudos sociais, explorando temas de ciência cidadã e tecnologia cívica a partir da participação de comunidades excluídas, colaborando com a rede global de tecnologia cívica, Code for All, a Fundação Mozilla e, atualmente, na Wikimedia México.
Desde 2023, é líder de comunicação para a América Latina e o Caribe na Equipe Humanitária do OpenStreetMap. Além disso, é cofundadora da Netas Ciudadanas, uma plataforma de participação cidadã que promove o fortalecimento e a incidência das comunidades por meio da cidadania digital em Querétaro, México. A partir daí, colaborou com coletivos de mobilidade ativa e justiça social em exercícios de mapeamento cidadão, cartografia aberta e mecanismos de participação comunitária.
Desde o México, construí minha trajetória na interseção entre tecnologia, participação cidadã e justiça social, guiada pela convicção de que o espaço digital é um território comum que devemos habitar, cuidar e transformar coletivamente. No meu papel como Líder de Comunicação para a América Latina e o Caribe na Equipe Humanitária do OpenStreetMap, e como cofundadora da Netas Ciudadanas, impulsionei projetos que combinam mapeamento aberto, tecnologia cívica e social, ciência cidadã e processos comunitários para que mais pessoas, especialmente jovens e comunidades historicamente excluídas, possam usar a tecnologia como uma ferramenta de incidência e cuidado mútuo. Também faço parte ativamente da comunidade Wikimedia México, onde coordenei editatonas, organizei workshops de mapeamento e conhecimento aberto, interligando os diferentes territórios digitais que coabito como profissional e ativista para dar visibilidade a causas e conhecimentos locais.
Estou entusiasmada com a possibilidade de contribuir a partir do diálogo de conhecimentos, reconhecendo que a tecnologia não se constrói apenas a partir do técnico, mas também a partir de diversas experiências e conhecimentos comunitários. Imagino este programa como um espaço rizomático, onde as ideias se entrelaçam e crescem em múltiplas direções, permitindo que mais jovens impulsionemos conversas importantes sobre liberdade, equidade e direitos no ambiente digital, com uma voz coletiva e situada em nossas realidades. A partir do território digital, isso significa tecer pontes entre políticas sociais com perspectiva de direitos digitais e ação comunitária que defenda o acesso como bem comum, impulsione a alfabetização digital crítica, promova o uso de tecnologias livres e documente as violações desses direitos. Essa interseção não apenas reduz as lacunas e fortalece a autonomia das comunidades, mas também garante que o exercício de outros direitos fundamentais, como educação, participação, cultura e saúde, seja mantido protegido e fortalecido nos ambientes digitais.
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