The role of CSO platforms in protection against sexual exploitation and abuse (PSEA) | Forus

2020-05-12

O papel das plataformas de OSC na prevenção do abuso e exploração sexual (PSEA)

News

por Bond, membro britânico de Forus.

A Conferência de Bond sobre a Proteção das pessoas para o Desenvolvimento, realizada durante o mês de dezembro de 2019 em Londres, foi uma oportunidade para os membros de Bond e outras partes interessadas se reunirem para revisar proativamente até que ponto o setor avançou nas melhores práticas de proteção das pessoas e refletir sobre os desafios pendentes.

Membros de Forus e outras plataformas setoriais nacionais também se juntaram à conferência e participaram em uma sessão específica para plataformas, discutindo o papel das plataformas setoriais na proteção das pessoas. Os objetivos da sessão foram:
          - Proporcionar um espaço para as plataformas setoriais que trabalhem ou se interessem em apoiar seus membros com melhores práticas de proteção das pessoas;
          - Discutir com os membros sobre os desafios e lições aprendidas do trabalho de proteção das pessoas;
          - Fortalecer a colaboração entre plataformas setoriais que trabalham na proteção das pessoas.   

Este é um resumo de uma página da sessão de abertura da plataforma do setor, com as principais melhores práticas. 

        1. Áreas de atuação com os membros
A sessão forneceu exemplos de como as plataformas setoriais atualmente trabalham com seus membros para melhorar as práticas de proteção dos membros ao nivel local. Incluindo: 
  • Realização de sondagens para entender as necessidades dos membros quanto à proteção das pessoas: podendo ser em áreas específicas de proteção onde é necessário mais apoio (por exemplo, abordagens de denúncia de irregularidades ou focadas no sobrevivente) ou na definição do papel que a plataforma deve desempenhar. 
  • Ações de sensibilização com as organizações membros. 
  • Desenvolvimento ou revisão de códigos de conduta para membros de plataformas do setor nacional. Várias plataformas trabalharam com os membros para criar ou revisar códigos de conduta existentes e exigem que os membros cumpram ou adiram as formas de trabalho acordadas.
  • Desenvolvimento de políticas de proteção de pessoas a serem adotadas pelos membros. 
  • Fortalecimento de capacidades: compartilhamento de orientações, ferramentas, recursos e outras informações importantes com membros em sites ou bibliotecas de recursos; organização de formações; e realização de eventos, conferências, seminários ou workshops, para que os membros se reúnam para compartilhar aprendizagens e experiências. 
  • Definição de grupos de apoio entre pares e facilitação de grupos de projetos para trabalhar em áreas específicas de proteção das pessoas e desenvolver novas orientações onde houver necessidade. 
  • Reunião dos membros e criação de um entendimento comum de proteção de pessoas, com definições e linguagem acordadas.  
  • Realização de promoção para ir além das políticas e examinar questões mais amplas de cultura, desigualdade e desequilíbrio de poder, para tratar de questões subjacentes que podem levar a incidentes de proteção.
  • Levar a cabo actividades de advocacia sobre requisitos de doadores e harmonização de padrões, para reduzir os encargos administrativos ou burocráticos para os membros das plataformas do setor. 
  • Falar em nome do setor para doadores e mídia: ser a voz do setor.

        2. Desafios
Os participantes compartilharam alguns desafios que encontraram em seu trabalho com os membros:
  • Conversar com uma gama diversificada de membros e ser relevante para diferentes membros com expectativas e necessidades de suporte variadas, e que possam estar em diferentes nivéis de suas jornadas de proteção de pessoas.
  • Desenvolver padrões comuns que são ambiciosos, mas que não excluem determinados membros, e que incorporem visões diversas: isto é, encontrar acordos entre os variados membros sem reduzir o trabalho ao menor denominador comum. 
  • Como fazer com que os códigos de conduta funcionem? Por exemplo, demonstrar e avaliar a conformidade sem sobrecarregar os membros menores ou aqueles com menos recursos?
  • Atender às necessidades dos membros na proteção das plataformas pequenas ou com menos recursos. 
  • Basear-se no tempo de voluntariado e na experiência dos membros. 
  • Como ir além da conformidade até chegar à mudança cultural e organizacional?  Por exemplo: Como alcançar um reconhecimento compartilhado de abuso em diferentes contextos culturais, e como garantir que os membros vejam a salvaguarda como um processo de longo prazo que não se refere apenas à conformidade?  
  • Outras partes interessadas - como podemos harmonizar os relatórios / mudar a mentalidade e adaptar a linguagem para diferentes partes interessadas?

        3. Fatores de sucesso
Os participantes refletiram sobre os fatores de sucesso que contribuíram positivamente para seu trabalho de proteção com os membros:
  • Proporcionar um espaço para a aprendizagem entre pares, administrando grupos de trabalho e garantindo que qualquer trabalho fosse realizado de maneira participativa e por meio da interação, ajudou as plataformas do setor a garantir que houvesse a apropriação do trabalho de proteção de pessoas entre os membros. 
  • Usar os recursos e conhecimentos existentes entre os membros da plataforma do setor: compartilhando quais orientações, ferramentas e recursos já existem ou estão sendo usados nas organizações membros (incluindo o compartilhamento de modelos internos, mapeamentos ou documentos de processo sempre que possível) pode ajudar os membros a desenvolver boas práticas, mesmo quando a experiência no assunto sobre proteção das pessoas não existe em uma plataforma ou onde a plataforma possui recursos limitados. Entender os membros e seus conhecimentos e fazer conexões relevantes entre os membros pode fornecer apoio adicional e também contribuir para fortalecer a rede de contatos da plataforma do setor.
  • Conectar-se ao setor humanitário e de desenvolvimento em geral, incluindo indicação para recursos ou exemplos de boas práticas que já existem, como por exemplo, padrões operacionais mínimos da ONU. 
  • Desenvolver modelos que as organizações membros podem adaptar às suas necessidades pode ajudar as plataformas a atender às diversas necessidades de seus membros. 
  • Compreender a necessidade de a proteção das pessoas ser contextual em vez de prescritiva, mantendo padrões mínimos aceitáveis e incentivando as ONGs a usarem a experiência local nos países em que trabalham (incluindo garantir que os recursos não fiquem apenas ao nível da plataforma). Vincular ONGs a conversas nacionais, compartilhando conhecimento de serviços de apoio no país, o que pode ser facilitado através de colaboração ao nível da plataforma.